Em sua mão uma adaga, luvas de cetim, vestido carmim e maquiagem borrada. Seus passos custam cada vez mais força de vontade. Os pés descalços bailam devagar em movimentos desrítmicos e desencontrados, numa só visão. Olhos que já sabem o que irá ver, nariz que já sentiu o perfume daquelas flores, mãos que já estão preparadas para apunhalar.
Seu vestido desliza pela madeira nobre, seus passos não deixam as marcas de seus pés, seus cabelos são levados pelo leve vento que tenta impedir outra morte. Pelas mais negras sombras seu caminhar não se distingue da escuridão, as luzes se recusam a iluminar esta assassina.
Até mesmo as luminárias apagadas tem arrepios quando ela passa, todos sabem que ela só quer fazer uma coisa, logo ela irá embora e deixará outro amor para traz.
Seu olhar é tão sereno, uma serenidade similar a do anjo caído. Dentro de seus olhos não existe desespero, angústia ou dor. Apenas amor. Seus lábios vermelhos não é batom, eles sussurram palavras esquecidas, frases proibidas e nomes verdadeiros.
Não existe como fugir. Por mais que se fuja, por mais que se viaje, ela irá encontrar e terminar o que começou. Sua sede é de sangue, seu maior prazer é cortar e a vitima perfeita já foi escolhida.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
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