Sem palavras, ainda procuro pelo que não existe. Onde está aquele doçor de antigamente? Contínuo e infindavel anoitecer em minha vida. Assisto a todas as derrotas diárias, onde está toda aquela força de antigamente? Aos poucos me sinto sufucado por toda esse ar, esse ar carregado de impurezas inorgânicas fabricadas pelos nossos desejos.
Preso por contratos, compromissos, assinaturas, faturas, dívidas, laços, cordas e fios, estou cada vez mais longe do que um dia sonhei. De onde veio essa vida? Quem quis essa vida? Porque eu não posso cancelar, romper, negar, cortar, arrebentar, desfazer desta vida? Eu não jurei minha vida por ninguém, nenhum pacto, não existe nada que me prenda aqui.
Sigo sem saber porque, sigo apenas porque o Sol nasce todo dia, porque os relógios não param, não todos. Meu sangue é fino, ralo, levemente avermelhado, não possui mais a vida que antes existia. Quem roubou minha força, minha revolta, minha verdade? Por mais que eu tente ainda sou apenas mais um nada sentado numa poltrona.
Desejo cada vez mais por mudanças, um desejo que cresce a cada dia, a cada hora, a cada palavra. Palavras que me levam a pençar a sentir. Sinto muito mais que desgosto, é revolta, é ódio, é dor e é fogo! Ateio fogo nos ônibus, grito na rua, junto uma multidão. A revolta deve começar logo! Estou pronto para morrer, morrer para começar o que sonhei.
Sonho por um mundo diferente, um lugar onde eu poderia escolher o que quero, o que quero ouvir, falar o que quiser, ser o que eu sou. Onde o Sol brilhe mas não provoque câncer, onde a água é potavel, as estrelas são mais brilhantes e o vento traz apenas bons sentimentos. Uma terra onde brotam flores, onde não se planta dollars e sim árvores.
Meu peito está aberto, estou imune a balas, imune a palavras, imune a idéias. Sou apenas um sentimento. Todo meu ser se resume à este ódio cego, estou fazendo meu dever, em breve poderei ir. Minha mensagem está sendo passada, o futuro está mudando e novas sementes estão sendo plantadas e logo minhas flores irão brotar.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Messias
Insisto em acordar todos os dias, abro os olhos e vejo o agora. Cada dia mais perto do fim.
Enquanto vago pelas ruas ouço histórias, fatos e acontecimentos. O que estava escrito começa.
Mais vento, mais luzes, mais cores, mais vida, mais rápido! Mais loucura!
Ainda almoço todos os dias, abro a boca e sinto o sabor. Cada dia mais escasso.
Enquanto vago pelas ruas vejo palavras, mensagens e sinais. O que eu vi está aqui.
Mais chuva, mais raios, mais trovões, mais raios, mais rápido! Mais insanidade!
Continuo a te ver todos os dias, abro o roupão e sinto seu corpo. Cada dia mais frio.
Enquanto vago pelas ruas sinto frio, medo e solidão. O que eu sonhei se realiza.
Mais luta, mais guerra, mais sangue, mais morte, mais rápido! Mais demência!
Eu nascido das sombras, vindo do mais profundo vale poluido deste mundo, movido pelas minhas visões, armado com a mais pura verdade e surdo a todas as mentiras. O proclamado fim está próximo! Logo todos iremos morrer! Corram para a morte! O juizo começa com este botão!
*Click*
Enquanto vago pelas ruas ouço histórias, fatos e acontecimentos. O que estava escrito começa.
Mais vento, mais luzes, mais cores, mais vida, mais rápido! Mais loucura!
Ainda almoço todos os dias, abro a boca e sinto o sabor. Cada dia mais escasso.
Enquanto vago pelas ruas vejo palavras, mensagens e sinais. O que eu vi está aqui.
Mais chuva, mais raios, mais trovões, mais raios, mais rápido! Mais insanidade!
Continuo a te ver todos os dias, abro o roupão e sinto seu corpo. Cada dia mais frio.
Enquanto vago pelas ruas sinto frio, medo e solidão. O que eu sonhei se realiza.
Mais luta, mais guerra, mais sangue, mais morte, mais rápido! Mais demência!
Eu nascido das sombras, vindo do mais profundo vale poluido deste mundo, movido pelas minhas visões, armado com a mais pura verdade e surdo a todas as mentiras. O proclamado fim está próximo! Logo todos iremos morrer! Corram para a morte! O juizo começa com este botão!
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