Continuo acordada, eu luto.
Existe um final feliz, eu acredito.
Minhas mãos continuam suando, eu escrevo.
Dúzias de rosas espalhadas pelo chão, eu choro.
Este tapete verde e vermelho, eu sangro.
Todas as luzes se foram, eu escuro.
Quarto negro e vermelho, eu vinho.
Folhas e mais folhas escritas, eu loucura.
Palavras e frases que somente uma pessoa entenderá, eu você.
A resposta está no dia seguinte, eu sigo.
Tudo o que sou agora é isso, eu nada.
Um novo futuro pode ser escrito, eu palavras.
Tudo está sendo escrito, eu testemunha.
Por mais que eu não queira, eu desejo.
Estou sentindo algo apenas se sente duas vezes, eu final.
Quanto mais eu tento me aproximar mais eu sofro, eu ontem.
Não posso ao menos gritar, eu silêncio.
Eu acredito que algo maravilhoso vai acontecer, eu milagre.
Sempre estarei neste quarto, eu cinzas.
Este lugar nunca perderá este perfume de rosas embriagante, eu carmim.
Esta é a última página de uma vida, eu ponto.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Sereno Devaneio
Apenas com um olhar sereno tudo fica estático, os corações param, o vento acalma, os desejos esperam e por um momento tudo ao seu redor está em seu domínio. Por um segundo um mundo foi teu, você sabe que pode ter tudo, todo o tempo, toda a luz e todo o calor.
Porque correr? Para que a pressa? Ó deusa do tempo, clamo por mais um instante, não deixe que tudo passe!
Quero sentir tua calma eternamente, este perfume de orvalho, padecer eternamente. Mergulhar em um abismo sem fim, tocar os lábios da morte. Desejo sim, morrer! Cessar a vida e viver apenas esse segundo. O seu verdadeiro calor e o mais profundo frio ao mesmo tempo, o mais primitivo instinto, o mais funda sede de sangue, a maior vontade de viver, saber porque lutar, chegar ao limite, o verdadeiro extremo da vida. O auge da existência, o mais próximo de você e o mais perto de você.
Porque correr? Para que a pressa? Ó deusa do tempo, clamo por mais um instante, não deixe que tudo passe!
Quero sentir tua calma eternamente, este perfume de orvalho, padecer eternamente. Mergulhar em um abismo sem fim, tocar os lábios da morte. Desejo sim, morrer! Cessar a vida e viver apenas esse segundo. O seu verdadeiro calor e o mais profundo frio ao mesmo tempo, o mais primitivo instinto, o mais funda sede de sangue, a maior vontade de viver, saber porque lutar, chegar ao limite, o verdadeiro extremo da vida. O auge da existência, o mais próximo de você e o mais perto de você.
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